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Sobre intervalos consonantes e dissonantes

Olá, Pessoas!! Aí vai uma resposta sobre intervalos consonantes e dissonantes.

Oi André, obrigado pela mensagem.
Veja só, isso é apenas uma classificação que, inclusive com o passar do tempo, foi mudando.
Na Grécia Antiga, Pitágoras estudou muito as proporções das frequências dos sons com o monocórdio (uma corda presa nas suas pontas e um cavalete móvel para midar o tamanho da corda). E ele percebeu a existência da série harmônica. O que é a série harmônica? Bom, Pitágoras percebeu que ao fazer vibrar uma corda ela não vibrava apenas por inteiro, mas também em subdivisões, digamos assim, gerando sons quase inaudíveis mas que são responsáveis pelo timbre de cada fonte sonora. E aí ele foi verificar essas subdivisões. Além da corda inteira, ele percebeu que a corda vibrava também na metade, ou seja, em duas partes iguais. Quando ele mudou a posição do cavalete do monocórdio para a metada da corda, percebeu o som uma oitava mais agudo. A corda vibrando por inteiro é o som fundamental, a vibração da sua metade gera uma oitava, o primeiro harmônico. Percebeu também a vibração da terça parte da corda, e quando viu de perto, era um intervalo de quinta (mais um harmônico). Você já percebeu que a décima segunda casa do violão (a que dá justamente uma oitava da corda solta) é a metade da corda? E a sétima casa pega justamente 1/3 da corda? Esses harmônicos são fáceis de ouvir no violão.
Depois a quarta parte (que é a metade da metade) tem a oitava novamente.
Dessa forma ele disse que esses intevalos de proporções mais simples são intervalos consonantes e ou outros seriam mais dissonantes, à medida que iam se afastando da nota fundamental.
Com o passar do tempo, as terças começaram a ser aceitas como consonâncias (primeiro a maior e dpois a menor) porque a música baseada em tríades passou a ser muito usada, ou seja, a música tonal. A quarta já foi considerada consonância (por ser a inversão da quinta) e já foi considerada dissonância (por estar somente a meio tom da terça maior) na história. Segundas e sétimas são bem dissonantes mesmo (e as proporções de Pitágoras realmente confirmam isso).
Na prática para que isso serve?
Apenas para classificar. O que deve realmente acontecer é conhecer os intervalos e saber que com o passar do tempo o ouvido foi se acostumando com as dissonâncias e elas passaram a ser “consonâncias” e novas dissonâncias surgiram para criar a tensão e ter o relaxamento nas resoluções.
Imagine o cantochão, uma melodia plana. Depois vem o organum paralelo (quintas e oitavas consecutivas), depois vem os motetos e madrigais cou uma harmonia mais elaborada. Depois no barroco a música tonal com as dissonâncias e resoluções obrigatórias. No período clássico novos acordes são usados (Napolitano, sexta alemâ, francesa e italiana). No romantismo a resolução deixa de acontecer e os acordes passam a ter sétimas, nonas, décimas-primeiras. No Impressionismo os caras usam muito acordes formados por quartas (e não por terças). No No século XX os caras já começaram a usar os clusters (bloco de notas juntas. Imagine você pegar as duas mãos e descer de vez nas teclas graves do piano, sem montar acorde nenhum, só para criar uma tensão).
Enfim…. É só uma classificação!!!
Tem um video que os caras mostram bem as subdivisões de uma corda usando uma máquina. Começa com a corda dividida em 6 e depois vai diminuindo até chegar em 1.

Abração
Valeu
Carlinhos

Categorias:Geral
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